segunda-feira, 8 de março de 2010

mais uma pausa

Há momentos em que todos nós paramos, mesmo que uma milésima de segundo, paramos. E nesse parar dá-se algo de inexplicável, comigo dá-se e acredito que também com outros alguéns no mundo, pelo mundo fora.

E aí, nesse parar pensamos, talvez… observamos, mas o que aí acontece é a real consciência da vida.

Podemos ser negativistas e pensar no suicídio, podemos olhar-nos e vermo-nos no abismo, num túnel sem luz e perdermo-nos mais do que alguma vez nos tenhamos perdido, não por não termos lá estado, mas por não termos a real consciência disso…

Podemos sorrir ou até deixar uma lágrima cair, perceber o quão fúteis somos, e dando um passo em frente, podemos decidir recuar na vida como modo de descobrir onde perdemos o nosso EU.

Podemos tomar a atitude de humanos assumindo que erramos e ir mais longe percebendo que é hora de recomeçar.

Eu não sei…

Paro… e escrevo, como se fosse mais uma pausa na vida, como se tivesse sempre consciência dela, como se ela me perseguisse e esta, fosse a minha única fuga – a pausa.

Mas percebo, pausa após pausa, que não passo de mais um ser humano e… caramba! Volto a errar.

:pracinha.fonte.pelourinho:

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Lembrete



"Se procurares bem, acabas por encontrar,
não a explicação (duvidosa) da vida,
mas a poesia (inexplicável) da vida."


[Carlos Drummond de Andrade]

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Ciclos da Vida


"Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final.
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos, não importa o nome que damos.
O que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedido do trabalho?

Terminou uma relação?

Deixou a casa dos pais?

Partiu para viver em outro país?

A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?

Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu.

Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto
não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu marido ou sua esposa, seus amigos, seus filhos, sua irmã...
Todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado,
nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem connosco.
O que passou não voltará:
não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora.
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível,
do que está acontecendo em nosso coração e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora.
Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas.
Portanto, às vezes ganhamos e às vezes perdemos.

Não espere que devolvam algo,
não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu génio, que entendam seu amor.
Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando e nada mais.
Não há nada mais perigoso que
rompimentos amorosos que não são aceites, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capítulo novo é preciso terminar o antigo:
diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará.
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa... Nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.
Encerrando ciclos.

Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba.

Mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.

Feche a porta, mude o disco,
limpe a casa, sacuda a poeira.
Deixe de ser quem era,
e se transforme em quem é.
Acerte em tudo que puder acertar.
Mas, não se torture com seus erros."

Paulo Coelho

Na verdade para mim as pessoas são insubstituíveis...
Mas, às vezes, temos de fechar a porta, mudar de disco, limpar a casa e sacudir a poeira para conseguirmos ser quem somos e há quem não o perceba...
Pode doer e custar muito, mas fazemo-lo para sermos fieis a nós mesmos,
e com isto não significa ignorar o mundo que me rodeia,
mas sim escolher o meu pedacinho de mundo. E a isso tenho direito...

[agradeço a pessoa que me mandou este texto*]

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

[arrisca]

"se tu nunca falhaste, nunca viveste."
não esperes para amanhã...
a vida não pára.

AMA [arrisca]

domingo, 6 de dezembro de 2009

.PARTILHA.

Tenho a minha personalidade. Para uns posso ser “boazinha” de mais ou a [como já muito injustamente me trataram] madre Teresa de Calcutá, para outros insensível, alguns poderão até ver-me como misteriosa e pouco reveladora daquilo que sou… na verdade, as vezes, acho-me transparente de mais…

Sinto que há sempre aquele pedaço de vida que fica aqui, só entre mim e eu, e isso poderá ser estranho aos olhos de alguns, mas estranho para mim é quando sinto que ele me fugiu… Hoje sinto isso, e isso significa sentir um vazio aqui dentro, significa querer fugir mas hesitar, duvidar de mim, da vida, de tudo e de todos… e sinto-me perdida, dividida entre mar e terra…acho que vou virar beira-mar, acho-o possível, sempre o achei toda a minha vida e lá no fundo de mim acredito nela, acredito nesse meio termo, ou por outro lado, acredito num modo de conciliar o quente com o frio e isso é possível. Ora, se pusermos café quente no gelado, o café arrefece e o gelado derrete, ambos se unem e… delicioso

[para quem não gosta de café pode sempre pensar em chocolate quente ou noutro algo…]

Acho que o importante a passar é isso mesmo, nós podemos ser quentes ou frios, podendo isso ser muita coisa, mas na verdade quando fazemos a combinação de ambos resulta algo delicioso.

“ah e tal, mas isso às vezes não resulta.”

Pois claro que não. Imaginemos que o gelado não se quer deixar derreter e o café não quer arrefecer, pois.…ups! temos um problema…

É esse o nosso problema, não querer ceder, talvez porque nunca tenhamos conseguido ser deliciosos em conjunto, talvez porque não dêmos o nosso melhor…

Sejam deliciosos *

domingo, 8 de novembro de 2009

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

PASSAGEM

Andamos pelo mundo, pelo nosso mundo, vagueamos pelo nosso EU à deriva.

Sentimos, pensamos, desprezamos, isolamo-nos, sentimo-nos divididos entre dentro e fora e simplesmente passamos.

E assim andamos por aí, tentando encontrar o centro do mundo, o centro de cada um de nós e seguimos compenetrados no nosso mundo.

Sentimos vontade de explodir, de gritar, de destruir, de uma liberdade não existente.

E chega o momento em que de tão transparentes sentimos uma necessidade de ser e deixar de olhar o mundo para passar a vê-lo…

Acordamos e percebemos que mais uma vez só passámos.


.29_out_2009.

sala vazia