sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Ciclos da Vida


"Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final.
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos, não importa o nome que damos.
O que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedido do trabalho?

Terminou uma relação?

Deixou a casa dos pais?

Partiu para viver em outro país?

A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?

Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu.

Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto
não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu marido ou sua esposa, seus amigos, seus filhos, sua irmã...
Todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado,
nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem connosco.
O que passou não voltará:
não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora.
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível,
do que está acontecendo em nosso coração e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora.
Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas.
Portanto, às vezes ganhamos e às vezes perdemos.

Não espere que devolvam algo,
não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu génio, que entendam seu amor.
Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando e nada mais.
Não há nada mais perigoso que
rompimentos amorosos que não são aceites, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capítulo novo é preciso terminar o antigo:
diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará.
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa... Nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.
Encerrando ciclos.

Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba.

Mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.

Feche a porta, mude o disco,
limpe a casa, sacuda a poeira.
Deixe de ser quem era,
e se transforme em quem é.
Acerte em tudo que puder acertar.
Mas, não se torture com seus erros."

Paulo Coelho

Na verdade para mim as pessoas são insubstituíveis...
Mas, às vezes, temos de fechar a porta, mudar de disco, limpar a casa e sacudir a poeira para conseguirmos ser quem somos e há quem não o perceba...
Pode doer e custar muito, mas fazemo-lo para sermos fieis a nós mesmos,
e com isto não significa ignorar o mundo que me rodeia,
mas sim escolher o meu pedacinho de mundo. E a isso tenho direito...

[agradeço a pessoa que me mandou este texto*]

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

[arrisca]

"se tu nunca falhaste, nunca viveste."
não esperes para amanhã...
a vida não pára.

AMA [arrisca]

domingo, 6 de dezembro de 2009

.PARTILHA.

Tenho a minha personalidade. Para uns posso ser “boazinha” de mais ou a [como já muito injustamente me trataram] madre Teresa de Calcutá, para outros insensível, alguns poderão até ver-me como misteriosa e pouco reveladora daquilo que sou… na verdade, as vezes, acho-me transparente de mais…

Sinto que há sempre aquele pedaço de vida que fica aqui, só entre mim e eu, e isso poderá ser estranho aos olhos de alguns, mas estranho para mim é quando sinto que ele me fugiu… Hoje sinto isso, e isso significa sentir um vazio aqui dentro, significa querer fugir mas hesitar, duvidar de mim, da vida, de tudo e de todos… e sinto-me perdida, dividida entre mar e terra…acho que vou virar beira-mar, acho-o possível, sempre o achei toda a minha vida e lá no fundo de mim acredito nela, acredito nesse meio termo, ou por outro lado, acredito num modo de conciliar o quente com o frio e isso é possível. Ora, se pusermos café quente no gelado, o café arrefece e o gelado derrete, ambos se unem e… delicioso

[para quem não gosta de café pode sempre pensar em chocolate quente ou noutro algo…]

Acho que o importante a passar é isso mesmo, nós podemos ser quentes ou frios, podendo isso ser muita coisa, mas na verdade quando fazemos a combinação de ambos resulta algo delicioso.

“ah e tal, mas isso às vezes não resulta.”

Pois claro que não. Imaginemos que o gelado não se quer deixar derreter e o café não quer arrefecer, pois.…ups! temos um problema…

É esse o nosso problema, não querer ceder, talvez porque nunca tenhamos conseguido ser deliciosos em conjunto, talvez porque não dêmos o nosso melhor…

Sejam deliciosos *

domingo, 8 de novembro de 2009

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

PASSAGEM

Andamos pelo mundo, pelo nosso mundo, vagueamos pelo nosso EU à deriva.

Sentimos, pensamos, desprezamos, isolamo-nos, sentimo-nos divididos entre dentro e fora e simplesmente passamos.

E assim andamos por aí, tentando encontrar o centro do mundo, o centro de cada um de nós e seguimos compenetrados no nosso mundo.

Sentimos vontade de explodir, de gritar, de destruir, de uma liberdade não existente.

E chega o momento em que de tão transparentes sentimos uma necessidade de ser e deixar de olhar o mundo para passar a vê-lo…

Acordamos e percebemos que mais uma vez só passámos.


.29_out_2009.

sala vazia

sábado, 17 de outubro de 2009

E amor | Queres alguma coisa simples?

the gift_ok! do you want something simple?
[tradução]

"Ok! Queres alguma coisa simples?
Ok! Queres alguma coisa simples?
Ok! Queres alguma coisa simples?
Ok! Queres alguma coisa simples?
As notícias
Queres alguma coisa simples?
O look
Queres alguma coisa simples?
As cartas
Queres alguma coisa simples?
As piadas
Queres alguma coisa simples?
Os jogos
Queres alguma coisa simples?
As noites
Queres alguma coisa simples?
Os rapazes
Queres alguma coisa simples?
As raparigas
Queres alguma coisa simples?
As palavras
Queres alguma coisa simples?
Os amigos
Queres alguma coisa simples?
O resto
Queres alguma coisa simples?
E sexo
Queres alguma coisa simples?

Porque é que não consegues perceber
Como eu me sinto agora?
Porque é que não me consegues sentir
Porque é que não consegues perceber
Por favor abre a tua mão
Quando nao sabes como fazer...
Tu queres a minha vida
Mas acabas-te de dizer que não querias mais
Tudo isto é culpa minha
A vida bem passada
Eu não te consigo perceber mais, yeah
E eu não te consigo perceber mais...

Ok! Queres alguma coisa simples?
Ok! Queres alguma coisa simples?
Ok! Queres alguma coisa simples?
Ok! Queres alguma coisa simples?
Os filmes
Queres alguma coisa simples?
As canções
Queres alguma coisa simples?
E amor
Queres alguma coisa simples?
As bebidas
Queres alguma coisa simples?
Hard Pop
Queres alguma coisa simples?
Televisão
Queres alguma coisa simples?
O silêncio

Porque é que tu não podes decidir
Como eu me estou a sentir agora
O teu coração está a seguir o meu
Por este sacrifício
Não consegues ver as palavras
Não consegues ver as coisas
Mas eu não consigo continuar
Porque é que não encontras outro
Porque é que tudo parece uma catástrofe
Quando eu costumo cair
Eu nao te consigo perceber mais
E eu nao te consigo perceber mais

E tu choras
Mas o teu coração não chora
E tu estás sentado
Porque é que não consegues sentir, nao consegues ver
O que me está a acontecer
Todo o tempo pensado
Todo o amor que me deste
Que me deste
Eu não te consigo perceber
Porquê, porque é que isto está a acontecer
Porque é que não percebes que eu vendo mentiras
Sentada a uma mesa, porquÊ?
Porque é que queres a minha vida
Porque é que me queres a mim, yeah
E eu não te consigo perceber
Não te consigo perceber
Não consigo
Porque é que isto me está a acontecer a mim?
Porque é que isto está a acontecer?
Não consegues ver agora
Não consegues ver agora
Não consegues?
Eu não te consigo perceber
PorquÊ?
Porque é que isto nos aconteceu?

Esta musica é demasiado simples
Esta musica é damasiado simples
Esta musica..."


_ porque lá no fundos nós é que temos a mania de complicar.
mania ou necessidade de complicar as coisas, as pessoas, o que fazemos e o que não fazemos...
de complicar a vida...
só para vos lembrar da SIMPLICIDADE _

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

o que vai nesta cabeça 12.36h

A arte e o seu mundo, o que é e o que não é arte, aquilo que para mim é pode não ser para o observador ao meu lado. Um dilema ou uma liberdade inigualável, algo condicionado pelo mundo que conheço, por aquilo que vivo ou por aquilo que me deixo viver. Pausa. Observo o dito mundo real, e aqui, deparo-me com a questão daquilo que é real e não, daquilo que podemos tornar real e daquilo que sendo real transformamos ou podemos transformar em sonho, em utopia, em insólito, em algo que se desincorpora do real. Como que trocar os papeis, como se na verdade o que vivo não fosse a verdade em mim ou de mim. Como se esta linha ténue entre real/surreal se unisse e cria-se o hoje, o agora, o EU.

– ESADrefeitório.branco –
7.out.2009